08/03/2009 - Morbid Angel, no Santana Hall (SP)
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Visitando pela 3° vez o Brasil, a maior banda de Death Metal da história, MORBID ANGEL aportou em São Paulo dia 08/03 para realizar mais um show que entrou para a história!

Nós, da equipe METALRISE, chegamos ao local do evento, o ótimo Santana Hall, às 18:30, apenas uma hora antes do início do show, e fomos muito bem recebidos pela produção, aos cuidados da BUDA PRODUÇÔES e também pela assessoria de imprensa do evento. Desde já, agradecemos a todos, em especial à Miriam Martinez pela recepção que nos foi oferecida, nos deixando à vontade para realizarmos nosso trabalho.

Dentro do Santana Hall, headbangers insanos aguardavam a hora de começar o massacre, e foi só as luzes se apagarem, às 19:40, e os bangers já começaram a se agitar de forma intensa, o que perdurou o show inteiro.

Ao abrir as cortinas, pudemos ver os Anjos Mórbidos no palco com David Vincent no meio do palco, Trey à direita, Destructhor à esquerda e, lá atrás, o mestre Pete Sandoval. Após uma pequena introdução mecânica, eis que os primeiros acordes de Rapture ecoam pelos alto falantes e o massacre se inicia.... E desde o começo uma coisa saltou aos olhos: a fidelidade com que a banda executa seus clássicos ao vivo... Sabemos que a música do Morbid é bastante complexa, e por conta disso, um ou outro erro ou improviso não seria de se estranhar, porém o que vimos foi a reprodução FIDEDIGNA do que se ouve nos álbuns.

Sem tempo para respirar, a banda despeja outro clássico do álbum Covenant, a fodidissima Pain Divine! Pausa para a primeira conversa de David Vincent com o público, o mesmo agradece de forma efusiva a presença dos fãs, se recorda da primeira passagem da banda pela nossa terra, no longínquo ano de 1989 e oferece uma música da época para os brasileiros, Maze of Torment.

Já que citamos aqui o baixista/vocalista vamos falar um pouco mais dele. Além de ser uma das figuras mais emblemáticas da história do Death Metal, David é um autêntico frontman! O cara agita e instiga o público a todo instante, vai de um lado para o outro do palco incitando os bangers a agitar, rege os “coros” das músicas, durante o intervalo das canções interage com os presentes, ou seja, ele é O showman do metal extremo. E falar de suas habilidades musicais fica fácil: o cara toca muito e tem um vocal dos mais assustadores que se tem noticia (que no caso do metal extremo é um baita elogio!)

Após mais uma música do álbum Covenant, a desgraçada Sworn To The Black, tivemos a primeira boa surpresa da noite, com a execução da nova Nevermore! Ela segue a linha das canções mais brutais do Morbid, com os riffs sempre insanos do mestre Trey! Se o restante do novo álbum vier nessa pegada, estaremos na frente de mais um clássico na discografia imaculada da banda.

A próxima seqüência de músicas foi algo indescritível para os fãs do Death Metal:
Lord of All Fevers and Plagues, Immortal Rites (hino máximo da banda), Fall From Grace (a única que tocaram do Blessed...) e Chapel of Ghouls... Nessa hora “esqueci” que estava a trabalho e fui para o meio da roda agitar ao som desses clássicos supremos!!

Mais uma conversa de David com o público e eis que eles tocam minha música preferida da carreira da banda, Dawn of The Angry, do álbum Domination. Na seqüência, mais uma do mesmo álbum, a já clássica Where The Slime Live. E agora irei falar um pouco de um gênio, sim, gênio, porque não há outro adjetivo ou definição melhor para Trey Azaghtoth. O cara por trás dos riffs mais insanos e perversos do metal extremo não é um guitarrista ‘comum’, ele está bem acima disso. Na minha modesta opinião, ele está no mesmo nível dos Vais, Satrianis e Malmsteens da vida, e o que é melhor tocando DEATH METAL! Com toda certeza, o melhor guitarrista da história do Metal da Morte! Durante o show inteiro, o mestre desfilou riffs intrincados, solos avassaladores e bases carniceiras como se fosse a coisa mais fácil do mundo e , como já dito anteriormente, com uma fidelidade de dar medo!!

Seguiram o show com a segunda surpresa, tocando Bil Ur Sag do álbum Formula Fatals To The Flesh, única música da noite que não foi gravada originalmente com David no vocal pois, na época, ele havia saído da banda. Na primeira parte do show ainda tocaram Dominate e Blood on my Hands.

Antes de falar do bis, temos que citar Pete Commando Sandoval e o novo guitarrista Destructhor! Pete é provavelmente o baterista mais influente da história do Death Metal e comprovou isso nesse show... É absurda a velocidade e precisão com que toca! E ainda mais agora que resolveu seu antigo problema com bebidas alcoólicas, ele parece estar mais rápido! Um autêntico Panzer! Já o guitarrista Destructhor (Zyklon, Myrkskog, 1349) se mostrou uma ótima aquisição para a banda, pois além de bastante técnico, tem uma presença de palco muito boa e agressiva. A sintonia entre ele e o mestre Trey assustou em alguns momentos! Parece que os dois tocam juntos há anos! Resumindo, ele está mais do que apto para tocar no posto que já foi de feras do porte de Richard Brunelle e Erik Rutan!

Chegando à parte final do show, fomos presenteados com o ‘hit’ da banda, God of Empitness, cantada em uníssono pelos presentes e fechando com World of Shit (The Promissed Land)!

Como puderam perceber na resenha, eles deram ênfase no material de seus dois discos mais bem sucedidos, Altars of Madness e Covenant, e desfilaram clássico atrás de clássico.. Faltaram alguns? Sim, porém se fosse para tocar todos eles, teríamos que ter um show de pelo menos 3 horas!!!

Resumindo: foi uma autêntica aula de brutalidade musical, que serviu para reafirmar a todos a máxima proferida por Tom Warrior nos tempos de Hellhammer:

ONLY DEATH IS REAL!!!!!

Daniel Beraldo
Grupo Metal Rise

 


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