Dia 13/06/2008 - Circle II Circle (Brazilian Tour 2008), Seventh Seal e Deventter, no Hammer Rock Bar
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Vou mandar aqui a minha resenha, sem muitas especificações, já que conto com a colaboração de Daniel Person para a resenha desta mesma noite; então aqui vão apenas algumas linhas de meu ponto de vista sobre esta noite:

Começa quando eu chego…. Na porta do bar, uma montoeira de gente esperando pra entrar.
A primeira banda a se apresentar foi Seventh Seal. Banda de Heavy Metal de Santo André que está divulgando o lançamento de seu 2º CD ”Days of Insanity”. Eles fazem músicas heavy metal, em algumas passagens mais puxado para o speedy, com uma pegada mais rápida. O legal também é o vocal, que alterna entre rasgado e limpo, dando ênfase para algumas passagens das músicas, o que as deixa com mais feeling. A quarta música (se não me engano, pois não tive acesso ao set list) foi uma canção nova deste álbum, uma balada muito linda, de pegada, ao estilo Dream Theater! Toda banda de heavy metal tem que ter pelo menos uma balada que pega na alma, senão… não vale! Hahaha O interessante foi que, em seguida, eles mandaram um som, cuja intro era de uma pancadaria, uma cavalgada que parecia que o Max Cavalera ia aparecer do nada e começar a cantar… mas depois da intro, o que seguiu foi o bom e velho heavy metal que caracteriza essa banda! Muito boa!
***** www.myspace.com/seventhsealbrazil

Depois disso veio Deventter, banda de Campinas. Percebe-se o profissionalismo da banda logo de cara, pela quantidade e qualidade do equipamento que levam a palco (não que isso diga que uma banda é boa ou ruim, mas rola esse pensamento para quem não conhece). Tratando-se de uma banda prog, eu diria que logo a primeira música trouxe um ar bem metal aos ouvidos, com mais peso. Tocaram músicas do seu álbum “The 7th Dimension”; uma delas, cuja intro é feita com um megafone, interessante. O que deu pra perceber é que, em algumas novas canções, eles trazem um som mais cadenciado, mesclando passagens mais rápidas, com pegadas mais pesadas do que um costumeiro prog metal. Mandaram um cover dos Beatles, que levou a galera aos pulos, e tocaram uma puta música foda, (infelizmente não sei o nome) com uma quebradeira de contra-tempos entre peso e técnica, mas sem aquelas de “ eu sou um músico CDF, sou virtu” (típico do estilo) não! … foi lindo. Show de peso também, que botou fogo mesmo na galera!
***** www.myspace.com/deventter

Bom…. O último show da noite foi, sem mais ‘delongas’… FU-DI-DO!!!
Circle II Circle.
A banda ovacionada o tempo todo em todas as músicas.
Incrível e simples como tomar um copo de d’agua… é como flui a voz de Zak Stevens.
Queria me ver estirada no chão? Perderam… foi olhar naqueles olhinhos ‘meio vesguinhos’ do Zak e ouvir ele berrar: “I DON’T THINK ABOUT YOU ANYMOOOOOOOOOOOOOOOOOORE” … na última música da noite, maravilhoso e precioso som do Savatage “Edge of Torns”…. *morri* … já valeu não ter visto o Megadeth nem o Iron, nem o UDO….. nem o Queensryche…. Aaaaaaahhhhh pára pára pára… melhor não lembrar…. (risos e lágrimas…)
Cara, mas o diferencial da noite mesmo foi o vocal trocar de lugar com o baterista... então Zak assumiu as baquetas e Tom Drennan assumiu o microfone para fazerem nada mais nada menos do que um cover do AC/DC, tocando “TNT”… devo admitir que me saiu um AC/DC cover de primeiríssima qualidade!!! Só comparado ao nosso Rising Power (AC/DC cover –Campinas)
***** http://www.circle2circle.net

Diante disso eu só digo uma coisa: a melhor coisa, que o ser humano podre em toda a sua deficiência e mesquinhez inventou na história da vida foi o Heavy Metal.


MIH Pereira
Grupo Metal Rise

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Um ótimo público compareceu ao Hammer Rock Bar em Campinas, para prestigiar o Circle II Circle, banda liderada por Zak Stevens, ex-vocalista do Savatage. Com um atraso de mais de duas horas em relação ao horário indicado nos ingressos, o Seventh Seal foi a primeira banda a subir no palco. Divulgando seu novo trabalho "Days of Insanity", o experiente grupo de Santo André fez um show coeso e mostrou ao público seu heavy metal tradicional, influenciado por Judas Priest e Megadeth. As altas notas emitidas pelo vocalista Ricardo Peres permeiam por praticamente todas as músicas da banda e dão ao Seventh Seal uma sonoridade peculiar.
Dando seqüência à noite, o Deventter subiu ao palco apresentando não apenas músicas de seu primeiro álbum, "The 7th Dimension", mas também algumas ótimas composições novas. Com muita personalidade e virtuosismo na medida certa, o Deventter fez um show irrepreensível, agradando a todo o público presente. A banda soa técnica, mas preza, sobretudo, pela musicalidade, algo difícil de ver atualmente. O tecladista Hugo Bertolaccini chamou a atenção durante o show, demonstrando muito bom gosto e habilidade em todas as suas intervenções. Destaque também para as ótimas versões de Eleanor Rigby (The Beatles) e Keep on rockin’ in a free world (Neil Young), esta última fechando a apresentação do Deventter.
Finalmente chega o momento de conferirmos o Circle II Circle. "All that Remains", do segundo álbum "The Middle of Nowhere", abriu o show e levou todo público à loucura. A partir daí, composições de todos os álbuns do Circle II Circle foram tocadas, incluindo várias músicas do novo trabalho "Delusions of Grandeur". Infelizmente algumas grandes canções do primeiro álbum da banda acabaram sendo deixadas de lado, tais como "Walls" e a faixa-título "Watching in Silence" (esta última tendo sido insistentemente pedida por alguns presentes, inclusive). No entanto, isto não desanimou o público em momento algum. Na parte final do show, um presente aos fãs do Savatage: "He Carves his Stone", "Follow me", "Taunting Cobras" e "Edge of Thorns" quase levaram a casa a baixo. Para finalizar, Zak assumiu as baquetas e a banda fez um cover de "TNT", do AC/DC, com o batera Tom Drennan assumindo os vocais.
Enfim, o Circle II Circle se mostrou uma banda muito competente e Zak Stevens provou que continua em excelente forma, cantando todas as músicas de maneira muito fiel às versões de estúdio e não devendo nada a suas clássicas performances da época do "Savatage - Live in Japan". O carisma de Zak também transpareceu ao público durante toda a noite, o que tornou o show ainda mais agradável. Com as luzes já acesas, Zak tirou fotos com os fãs ainda presentes e distribuiu muitos autógrafos, demonstrando que o fato de ser um dos melhores vocalistas do heavy metal contemporâneo em nada afetou sua humildade. Uma noite memorável!

Daniel Person
Colaborador Metal Rise


Bom, o importante foi que com palavras diferentes, nós acabamos por dizer a mesma coisa, agradeço ao Person que enriqueceu com mais detalhes esta resenha, para informá-los melhor.
(MIH)

 


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