16/11/2008 - When Darkness Triumphs, no Hammer Rock Bar
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No último domingo, 16 de novembro, tivemos mais um dia de metal extremo no HAMMER ROCK BAR, com a realização do festival WHEN DARKNESS TRIUMPS. Quem organizou o fest foi a Vampiria Records, de nosso grande amigo e batalhador, Baron Von. Para esta edição do fest tivemos as bandas POETICUS SEVERUS (RJ), MADNESS (SP), DARK INQUISITION (SP) e LACONIST (SP), que despejaram de forma deveras honesta e profissional, seu metal da morte em Campinas.

Com o pessoal ainda entrando no bar, o festival teve início com o MADNESS, de Piracicaba, que nos brindou com um death metal de muita qualidade. A banda formada por Ro Moreira no baixo, Erick na bateria, Felipe na guitarra e Alexandre nos vocais, tocou por cerca de 40 minutos e deixou a melhor das impressões. Seu death metal tradicional recebe influências muito bem vindas do lado mais extremo do gênero “podreira”, no melhor sentido da palavra! Tocaram músicas de suas 2 demos e a performance da banda foi muito boa, com destaque para o baterista Erick, muito rápido e preciso.. Não conhecia a fundo o som da banda e me impressionei com o que vi, muito bom mesmo o show dos caras. Uma banda para ser observada mais atentamente. Parabéns ao Madness pelo belíssimo show.


A segunda banda a tocar foi o POETICUS SEVERUS, banda carioca que está na ativa desde 1997 e toca o que eles chamam de Opereto Barbaricus Metal. Assim como o rótulo utilizado para definir sua música, o som da banda é realmente original. Um Pagan Metal que tende para o lado mais épico do estilo, com vocais grandiosos, arranjos de extremo bom gosto, com muita influência de música clássica e medieval, tudo isso recheado com letras em Português e tocado por músicos muito competentes e profissionais. A banda também capricha na parte visual do show, conseguindo criar todo um clima épico na apresentação. Tocaram músicas de toda carreira da banda durante os quase 50 minutos de apresentação, e obtiveram uma resposta muito boa por parte do público. Devo confessar que, particularmente, o estilo da banda não é meu favorito, porém a banda é extremamente profissional e merece elogios, tanto na parte musical quanto na parte visual do show. Parabéns à banda e que venham mais vezes para SP.

Após o PS tivemos outra banda de Pagan Metal, o DARK INQUISITION. A banda está na ativa desde 2001, porém somente a partir de 2003, adotou este nome. Ao contrário da banda anterior, o som destes paulistas pende para o lado mais extremo do estilo, com vocais rasgados/guturais e partes mais ríspidas. Além disso, a sonoridade da banda é enriquecida pela adição de flautas e violinos nas músicas. A banda tem uma postura muito boa no palco e demonstrou bastante honestidade e profissionalismo durante o show. Tocaram durante 50 minutos e saíram do palco aplaudidos pelo público presente. Falo aqui o mesmo que disse sobre o show do POETICUS, não é o estilo que mais me agrada, mas não podemos fechar os olhos para o talento da banda. Bem legal o show, estão de parabéns.

 

Para terminar o festival tivemos o LACONIST, uma das maiores promessas do death metal nacional, e que neste show estava estreando nova formação. O que antes era um trio, hoje se tornou um quarteto com a adição do baixista Bleno. A espinha dorsal da banda continua a mesma, com André Neil (agora responsável apenas pelas guitarras), Glauco nos vocais e o baterista Magno. O som da banda é um death metal extremo, influenciado pelos grandes nomes do estilo, como Morbid Angel e Immolation, porém com uma sonoridade bem individual. Tocaram todas as 4 músicas de sua única demo (Blessed in Chtonic Salvation) e algumas que ainda não foram gravadas, num total de quase 40 minutos de devastação sonora. Músicas como Pious Brothels e Christless Sovereignty foram saudadas pelos presentes. Apesar de o som não ter ajudado muito, a performance da banda foi extremamente coesa, e já podemos constatar que as mudanças foram muito boas para a banda. Em sua estréia como vocalista da banda, Glauco vociferou blasfêmias de forma devastadora. Seu vocal tem um timbre mais puxado pra escola old school do death, lembrando mestres como Dave Ingram e Glen Benton em início de carreira. Em seu primeiro show com o Laconist, o baixista Bleno, tocou de forma segura e precisa, nos dando a impressão que já tocava com a banda há anos! O batera Magno continua uma metralhadora atrás do kit! É impressionante a velocidade e precisão com que toca Alcoholic Death,. Sem a ocupação de fazer os vocais, André Neil está bem mais tranqüilo para destilar seus riffs e solos doentios ao vivo. O cara é uma verdadeira usina de riffs dementes, um músico diferenciado, extremamente técnico, que graças ao Diabo (hehe) empresta seu talento ao DEATH METAL. Uma apresentação avassaladora de uma banda que tem tudo para galgar um lugar de destaque na cena extrema nacional.

O saldo final do festival foi muito positivo, com o público comparecendo em bom número, e shows muito bons. Que venham outros!!

DEATH METAL REINA

Daniel Beraldo
Colaborador Metal Rise

 


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