17/05/2009 - SEPULTURA, Cardiac, Kamala, Ofel, no Campinas Hall
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Em um domingo de sol, porém bastante frio, tivemos o retorno do SEPULTURA à cidade de Campinas, em um evento que também contou com as bandas Cardiac, Ofel e Kamala.
Chegando ao local do evento, CAMPINAS HALL, notei que ainda não tínhamos uma presença forte de público, e esse talvez tenha sido o único ponto fraco da noite, a pouca presença do público campineiro.

Por motivos alheios à minha vontade, não consegui pegar o show da banda Cardiac, mas segundo comentário dos presentes, a banda fez um bom show.

O KAMALA foi escolhido para fazer o segundo show da noite, e mais uma vez, detonou, com um show muito bem preparado e executado. O som da banda é um metal moderno com influências que vão desde o thrash metal até o metalcore, com algumas incursões do mal fadado new metal. Dessa salada musical, sai um som extremamente competente e profissional, com mais ênfase no peso, do que na velocidade das músicas. Apresentando sons de seu primeiro e auto intitulado cd como Tired, Better Gun e What Doesnt Kill e outras que estarão no próximo cd, a banda deu um show de competência e profissionalismo durante a apresentação. A performance em cima do palco é sensacional, com todos os integrantes agitando e tocando com muita garra, mas é impossível não destacar a atuação do vocalista/guitarrista Raphael Olmos, pois além de exercer muito bem essas duas funções, ele vem se mostrando um ótimo frontman, conduzindo o show de forma exemplar, sempre conversando e instigando o público.O novo guitarrista Andréas Dehn já está totalmente à vontade no posto e caiu como uma luva para o estilo da banda. O único ponto negativo do show ficou por conta da afinação da caixa da bateria, sinceramente parecia que Nicolas estava batendo em uma lata de Nescau (alguém aí falou ST ANGER????). Hoje o Kamala já é uma banda pronta, e caso o mundo em que vivemos seja um lugar justo, a banda tem tudo para alcançar uma posição de destaque no cenário metálico nacional!

Após o Kamala, foi a vez do OFEL se apresentar, banda cristã que musicalmente segue os passos de bandas como Beneath The Massacre e Job for a Comboy . Eu, particularmente, não gosto desse tipo de som, pois acho tudo muito pasteurizado, sem alma, na minha visão uma agressividade sem nexo... Mas não podemos fechar os olhos para a qualidade da banda no que se propõe a fazer, e pela reação do publico durante a apresentação, eles até que empolgaram os presentes.

 

 

Depois de 40 minutos de espera, eis que o SEPULTURA entra em palco, e já de cara devo confessar que foi muito estranho ver a banda sem nenhum dos irmãos Cavalera em palco.... A banda iniciou seu set com a introdução de seu novo cd A-LEX seguida de Moloko Mesto. A banda apresentou diversos sons da fase com Derrick Green que foram muito bem recebidos pelo (pequeno) público presente, porém era mesmo na hora dos clássicos que o bicho pegava.... Sons como Troops of Doom, Escape to the Void, Dead Embryonic Cells, InnerSelf e a surpresa da noite, Meaningless Moviments, possuem um efeito devastador sobre os fãs, e as rodas que se abriam durante tais atos mais do que comprovam esse fato.
A performance da banda em cima do palco continua a mesma: Andréas toca e agita feito um louco, curtindo cada momento do show, Paulo Jr ainda NÃO aprendeu a tocar baixo mas não compromete, Derrick tem uma bela presença de palco, mas peca pelo fato de não falar português muito bem, tanto que diversas vezes é o guitarrista Andréas que conversa com o público,e o batera Jean Dolabella cumpre bem seu papel, apesar do erro grosseiro em Roots Bloody Roots. Em suma, foi um belo show da maior banda do metal nacional em todos os tempos, mesmo sem nenhum dos irmãos que formaram a banda.


Conforme comentado anteriormente, o único ponto negativo do evento foi o baixo público presente, pois em cima do palco o que vimos foram grandes apresentações de bandas que nos mostraram a velha guarda e a nova geração do metal brazuca.

Daniel Beraldo
Grupo Metal Rise

 


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