31/05/2008 - Ariel n' Caliban, Under Death, Rectal Collapse e Chaos Synopsis, no WOODSTOCK MUSIC BAR
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Antes de começar a escrever o que rolou nesse dia, tenho mais uma vez que expor minha indignação e minha revolta na internet para algumas pessoas, que espero que vistam a carapuça, para continuar a ter um pouco mais de dignidade.
Eu entendo que às vezes pagar 10,00 para ir num show pode ser puxado. Para mim também é. Eu entendo que também, às vezes, trabalha-se no fim de semana. Eu também trabalho de vez em quando no fim de semana. (como nesse, por exemplo, que sai do trabalho direto para o Woodstock.) Mas SEMPRE? Aí eu pergunto: “Cadê???? Cadê os TRUEZÃO que gritam aos 4 cantos da Terra dizendo que estão com o saco cheio de bandas cover, e que na região os bares não trazem bandas de som próprio... e que APÓIAM o som independente........ então CADÊ VOCÊS QUE NUNCA APARECEM PARA PRESTIGIAR QUANDO TEM?”
Ontem, no Woodstock, tocaram essas 4 bandas de metal independente. Numa tarde que começou às 16:00, com o singelo preço de $5,00. E pergunto de novo: Quem foi?
Eu mesmo respondo: NINGUÉM. A não ser os convidados e alguns pouquíssimos pagantes. Então eu digo: Você, que diz que apóia a cena, cala a boca, porque é por causa de pessoas como vocês (diga-se de passagem, muitas pessoas) que caras que gostam de música, pagam estúdio, e ensaiam, e batalham por um espaço, tomam prejuízo nisso, porque quando conseguem um local para tocar, esperam EM VÃO por vocês que dizem ser os maiores apoiadores da cena independente. Mas na verdade não apóiam nada! Então... se não gostou do que leu, fique à vontade para não acessar mais esse site... Prefiro isso, a ter hipócritas por aqui. Afinal, este site foi criado no intuito de informar e entreter as pessoas que realmente gostam do tema.

Ariel n' Caliban (Campinas - Thrash Metal)
Under Death (Paulínia - Death Metal)
Rectal Collapse ( São José dos Campos - Death Metal)
Chaos Synopsis (São José dos Campos - Extreme Thrash Metal)


A primeira banda da noite foi Ariel n' Caliban, e não tenho muitas novidades sobre eles, até porque já fiz outra resenha deles, e é sempre uma ótima apresentação. Não foi diferente desta vez. Se algum dia alguém falar que a única mulher que tem capacidade de mandar um vocal gutural com responsabilidade é a Angela Gossow, do Arch Enemy, está enganado. Ariel está sempre bem ensaiado, mandam um Thrash bem elaborado com musicas de ótima qualidade.
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A segunda banda foi Under Death. Para quem gosta de bandas de metal extremo com vocais guturais de potência violenta, essa é uma boa pedida. Guitarras bem sincronizadas, fazendo riffs bem compassados, marcam o show dessa banda. Eles mandam um Death Metal furioso, alterando entre veloz e cru, com cadências compassadas, que não permite ser aquele som reto e enjoado. O show deles me remeteu há 17 anos atrás, quando as bandas tocavam no Ilustrada e era aquele tipo de metal tosco, mas bem criativo que a galera agitava até as 6 da manhã.
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A terceira do fim de tarde foi Rectal Collapse. Eles tocaram com o desfalque de um guitarrista, portanto em 3, e a música de introdução que foi só instrumental, até trouxe alguns poucos tappings e criatividade, mas não foi aquele som que prende nossa atenção. Para falar a verdade eu não curti muito, apesar do vocalista alternar a voz entre um gutural cavernoso com um rasgado estridente, o que de certa forma chamava mais atenção mesmo; eles levaram um som sem cadência. Um Death reto e estacado, sem solos, nem viradas marcantes.
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A última que se apresentou foi Chaos Synopsis, e para essa eu tiro o chapéu. Acho extremamente importante os integrantes de uma banda subir em palco e mostrar presença. E nesse ponto os caras mostraram que vieram para agitar mesmo. A banda desempenhou um Extreme Thrash Metal muito bom, guitarra e baixo sincronizavam tappings, e rolava até um “two hands”. Algumas intros traziam na memória um pouco de Amon Amarth por segundos, cadenciado e violento com pequenos solos de feeling. O vocal executava o estilo mais rasgado do que gutural, mas quando somado com o backing vocal, o som era perfeito... grave e agudo rasgando entre os riffs bem executados, com compassos mais lentos seguido de porradaria. Isso claro... batendo cabeça o tempo todo.
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MIH Pereira
Grupo Metal Rise

 


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